pesa-nervos


Dois poemas de Daniela Ramos

 

não sou mais esperada
tenho vozes cindidas
securas doloridas de
velhos poemas como recusas
goste-se ou eduque-se, ou
pelo menos mantenha-se em
movimento

 

*

 

sentir na hora nem antes
nem depois fluxo construção
coragem agora pela estrada
afora pó vermelho no pé
bem sozinha sem chapéu e
chocolate (já tenho a minha
parte)

 

 

Daniela Ramos é jornalista e professora de Novas Tecnologias da Comunicação, estuda e trabalha em São Paulo. Mantém o blog Caderno V (http://www.cadernocinco.blogger.com.br ) e participa do coletivo Poetar com deadline (http://pocode.blogspot.com), com Angélica Freitas, Roberto Tadei e Virna Teixeira.



Escrito por Leão Alves Gandolfi às 20h09
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Um ensaio sem palavras por Muntean e Roseblum

 

 

 



Escrito por Leão Alves Gandolfi às 14h32
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Duas prosas de Greta Benitez

 

A mocinha queria tanto ser a mocinha da novela ser atriz toda bela nossa ela ia fazer um sucessão a mãe ia arrumar álbum de fotos a família aplaudir sair na revista ser vista dar entrevista fazer desfile de modas sair na escola de samba ser fotografada ser amada ser a fada namorar o jogador. Ela não sabia sobre a dor.

 

*

 

A atriz chorando nos bastidores em meio aos outros atores ela solitária queria mesmo era ser secretária meu Senhor fui parar nessa não sei como as coisas na vida acontecem sem explicação as coisas na vida acontecem longe do chão as coisas na vida às vezes vão pelos caminhos do não. E ela ainda tinha que agüentar os canhões de luz.

  



Escrito por Leão Alves Gandolfi às 21h04
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Por que editar um suplemento literário?

por Linaldo Guedes

 

Porque é preciso acreditar na utopia chamada Literatura, apesar de tudo. Apesar dos axés e lambadas fora de época. Apesar da pseudo-literatura que só ajuda aos bolsos dos paulos coelhos da vida. Apesar das programações que não têm nada legal nos domingões televisivos. Aliás, por conta de tudo isso é que é preciso editar e acreditar nos suplementos literários. Acreditar na importância das resenhas não só para servir de fortunas críticas para os autores resenhados, mas principalmente como carta de aviso aos leitores náufragos sobre os autores interessantes que giram em torno de nosso umbigo e nem percebemos. Acreditar que sem poesia não há vida inteligente no mundo, que é preciso poetar para conjugar todos os verbos possíveis e não imaginados nem mesmo pelos escritores mais surrealistas e outros istas intraduzíveis. Apostar na força renovadora do conto brasileiro, com seus autores de gerações noventas e oitentas e quaisquer décadas, desde que tragam talento e ousadia em suas narrativas. Perceber que é preciso entrevistar e apresentar os autores atuais ao universo de leitores que não têm acesso a estes mesmos autores, justamente porque o mercado está preocupado em fazer média com listas da veja e de outras revistas sem preocupação com o futuro da nossa literatura. Provocar o debate e descobrir as várias tendências existentes dentro desse universo mágico chamado literatura. É preciso editar um suplemento literário, sim. Para que os jornais não fiquem sempre à mercê das notícias frias e insensíveis do nosso dia-a-dia. Para que eles (os suplementos) não se tornem objetos raros de museus, coisa de colecionadores malucos. É preciso ficcionar com a realidade de nossos escritores.  Para que nossa realidade seja acreditar na utopia literária. Dou-lhe um conto e você me traz dois ou três poemas. Trocamos sonhos e entendemos, assim, porque só a arte é universal e eterna. E isso, pode ter certeza, está implícito em cada página de cada suplemento literário editado em cada parte do mundo. Leiam e espalhem!



Escrito por Leão Alves Gandolfi às 20h41
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Um poema de Distância, novo livro de Virna Teixeira

 

 

Eu estou morrendo, ele disse.

 

O lápis verde escorrendo sob as pálpebras.

 

O que é ilusão nas horas transitórias.

 

Neste barco naufrago, atrás desta murada.

 

My little boy. Do what you want.

 

Os vultos na pista de dança. A música do Depeche Mode.

 

A fila interminável do banheiro sujo.

 

Uma cortina vermelha. Lá fora túneis, automóveis.

 

As manhãs também.

 

Empalidecem.

 

 

Lançamento de Distância em São Paulo: segunda-feira, dia 04 de julho, a partir das 20h, no Bar Balcão [rua Doutor Melo Alves, número 150. Cerqueira César]. Ainda com o lançamento da revista Inimigo Rumor 17 e dos novos livros de Tarso de Melo, Paula Glenadel e Aníbal Cristobo.



Escrito por Leão Alves Gandolfi às 20h30
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